Palestra de William Kentridge
Palestra de William Kentridge
Palestra de William Kentridge
Palestra de William Kentridge

A Pinacoteca de São Paulo apresenta a exposição William Kentridge: Fortuna, incluindo desenhos, filmes e animações, gravuras, esculturas e duas vídeo instalações, produzidas pelo renomado artista sul-africano entre 1989 e 2012, além de séries inéditas de trabalhos. A mostra, especialmente concebida para o Brasil, chega ao país graças à parceria entre o Instituto Moreira Salles, a Fundação Iberê Camargo – que já receberam a mostra.

Em 2012 o artista esteve no Rio para a abertura da 1ª exposição  e palestrou para um público seleto no Instituto Moreira Salles. Sua fala, originalmente em inglês, foi traduzida e legendada para o português pela TRADSTAR a pedido do IMS. Assim o público brasileiro pode conferir na íntegra algumas considerações importantes do artista e aproveitar a exposição de um modo mais abrangente. Abaixo, o vídeo da palestra na qual Kentridge revela um pouco do funcionamento de seu processo criativo e discute os resultados expostos em Fortuna.

A noção de “fortuna”, princípio guiador do processo artístico de Kentridge, e presente no título da exposição, traz o sentido de acaso, de destino, de devir. Segundo o próprio artista, “fortuna é um termo geral que utilizo para essa gama de agenciamentos, algo diverso da fria probabilidade estatística, no entanto fora do âmbito do controle racional”. Em outras palavras, é possível entender esse conceito como um acaso direcionado, uma engenharia da sorte, em que pré-determinação coexiste com possibilidade. Fortuna refere-se a uma condição do trabalho artístico em estado constante de construção; a um sentido de descoberta, menos do que invenção, à celebração da excentricidade, mas não em detrimento do engajamento político.

Sobre William Kentridge
Kentridge nasceu em 1955, em Johannesburgo. Estudou ciências políticas e estudos africanos na Universidade de Johannesburgo antes de entrar na Johannesburg Art Foundation e se voltar para as artes visuais. Durante esse período, dedicou-se intensamente ao teatro, concebendo e atuando em diversas montagens. Seu trabalho tem sido incluído em exposições e performances em museus, galerias e teatros em todo o mundo, como a mostra Documenta, em Kassel, na Alemanha, a Bienal de Veneza, exposições individuais no MoMA, de Nova York, no Museu Albertina, em Viena, no Jeu de Paume, em Paris, no Louvre, em Paris, no Metropolitan Museum of Art, em Nova York, e performances no Metropolitan Opera, em Nova York, e no La Scala, em Milão.

Fontes:
IMS
Pinacoteca